Acho que você é daquelas pessoas
que reservam um espaço na estante para abrigar pequenas lembranças. Imagino uma
caixa com bilhetes, letras de música, cartas, desenhos... a grande maioria
deles do tempo de escola, quando essa era a forma mais fácil de convidar para
ir ao cinema. Sinto que as que eu te enviei devem estar em algum lugar mais ou
menos assim e fico feliz por ter se reportado as duas últimas cartas.
Não se assuste, o “tempo” será
assunto recorrente nos meus escritos. Quando me dou conta ele já apareceu para
pontuar uma reflexão e provocar aquele suspiro no final da frase. Mas obrigado pelo
novo ponto de vista, estarei mais atento aos meus minutos.
Quanto ao livro, que, a partir de
agora, me lembrarei dele carinhosamente como “o livro da dedicatória”, posso
dizer que o amor nem sempre escolhe o caminho mais fácil. Entre idas e vindas,
erros e acertos, alegrias e decepções... bem no meio está o amor. E nem todo
mundo nasce equilibrista nesse picadeiro que é a vida. Mas até o Sr.
Equilibrista teve que aprender a andar na corda bamba, então ai vamos nós.
Enfim, um romance maduro.
Assim como os personagens do
livro comemoravam uma determinada data, eu: o meu aniversário. Há quem atribua
significados místicos para essa data (acho que eu sou um desses)... Eu renovo alguns votos que fiz a mim
mesmo. Um deles é sempre estar aberto às mudanças.
Me conta uma lembrança que te faz
feliz...
Abraços!
S.
“(...) e se eu pudesse te dar só um presente para o resto da sua vida
seria este: CONFIANÇA. Seria o presente da confiança”.
- David Nicholls.


