sexta-feira, 4 de julho de 2014

Querida A.,

Acho que você é daquelas pessoas que reservam um espaço na estante para abrigar pequenas lembranças. Imagino uma caixa com bilhetes, letras de música, cartas, desenhos... a grande maioria deles do tempo de escola, quando essa era a forma mais fácil de convidar para ir ao cinema. Sinto que as que eu te enviei devem estar em algum lugar mais ou menos assim e fico feliz por ter se reportado as duas últimas cartas.

Não se assuste, o “tempo” será assunto recorrente nos meus escritos. Quando me dou conta ele já apareceu para pontuar uma reflexão e provocar aquele suspiro no final da frase. Mas obrigado pelo novo ponto de vista, estarei mais atento aos meus minutos.

Quanto ao livro, que, a partir de agora, me lembrarei dele carinhosamente como “o livro da dedicatória”, posso dizer que o amor nem sempre escolhe o caminho mais fácil. Entre idas e vindas, erros e acertos, alegrias e decepções... bem no meio está o amor. E nem todo mundo nasce equilibrista nesse picadeiro que é a vida. Mas até o Sr. Equilibrista teve que aprender a andar na corda bamba, então ai vamos nós. Enfim, um romance maduro.

Assim como os personagens do livro comemoravam uma determinada data, eu: o meu aniversário. Há quem atribua significados místicos para essa data (acho que eu sou um desses)... Eu renovo alguns votos que fiz a mim mesmo. Um deles é sempre estar aberto às mudanças.

Me conta uma lembrança que te faz feliz...

Abraços!

S.


“(...) e se eu pudesse te dar só um presente para o resto da sua vida seria este: CONFIANÇA. Seria o presente da confiança”.
- David Nicholls.

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