Faz muito tempo desde a última
carta e mesmo assim não me sinto menos a vontade para arriscar te escrever
algumas palavras, mesmo sem ter a certeza de uma resposta.
Desde “Um dia” outros livros
vieram, angústias, pequenas paixões... o que garantiu a dose de emoção
necessária para uma vida equilibrada. O que não quer dizer necessariamente que
foi algo promissor, mas olhemos pelo lado bom, foi uma boa inspiração para
escrever e iniciar uma peregrinação pelas cafeterias da cidade. E no final
descobri uma coisa muito boa: café é paixão (também chamada de cabeça cheia de
coisas para dizer) são ótimos ingredientes para uma boa crônica.
P.S.: Do tipo de confissão que se faz apenas quando se está divagando tarde da noite.
Não se passaram vinte anos, o
tempo corre para a gente de uma forma diferente dos livros, nem gostaria de dar
esse salto temporal na minha vida, acho que aos poucos sinto essa mudança...
Conceitos e a forma de se relacionar mudaram, é a conhecida síndrome dos 20
anos (e acabo de revelar outra coisa sobre mim). Mas nada na vida é à toa. Entre
erros e acertos, a responsabilidade. E hoje posso até achar que fiz bobagem,
mas quando fiz, errei acreditando.
Abraços!
Daqui, a Clarice Lispector me diz: “Se distraia
menino”.
S.

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