quinta-feira, 26 de junho de 2014

Querida A.,


Faz muito tempo desde a última carta e mesmo assim não me sinto menos a vontade para arriscar te escrever algumas palavras, mesmo sem ter a certeza de uma resposta.

Desde “Um dia” outros livros vieram, angústias, pequenas paixões... o que garantiu a dose de emoção necessária para uma vida equilibrada. O que não quer dizer necessariamente que foi algo promissor, mas olhemos pelo lado bom, foi uma boa inspiração para escrever e iniciar uma peregrinação pelas cafeterias da cidade. E no final descobri uma coisa muito boa: café é paixão (também chamada de cabeça cheia de coisas para dizer) são ótimos ingredientes para uma boa crônica.

P.S.: Do tipo de confissão que se faz apenas quando se está divagando tarde da noite.

Não se passaram vinte anos, o tempo corre para a gente de uma forma diferente dos livros, nem gostaria de dar esse salto temporal na minha vida, acho que aos poucos sinto essa mudança... Conceitos e a forma de se relacionar mudaram, é a conhecida síndrome dos 20 anos (e acabo de revelar outra coisa sobre mim). Mas nada na vida é à toa. Entre erros e acertos, a responsabilidade. E hoje posso até achar que fiz bobagem, mas quando fiz, errei acreditando.

Abraços!
Daqui,  a Clarice Lispector me diz: “Se distraia menino”.

S.



Nenhum comentário:

Postar um comentário